Não sei quantas vezes serão necessárias, não sei até onde o medo vai persistir, não sei até onde a lembrança vai ser forte, não sei quantas vezes ainda vou cair. Nem sei ao certo se voltarei, se falarei, se ouvirei.
Já não tenho certeza se estou pronta, se sei, se fui.
Talvez eu não esteja mais aqui, talvez eu não esteja nem aí. Talvez já tenha perdido a importância.
Pode ser que eu reenconte, talvez não. Pode ser que eu telefone, pode ser que eu desista. Pode ser que eu responda 'oi', pode ser que eu me esconda. Pode ser, também, que eu nem reconheça, pode ser que eu veja e nem me preocupe, e pode ser, inclusive, que eu dê imensas gargalhadas.
Pode ser amanhã. Pode ser nunca mais.
Laís Toscano
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