segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sim!! Ela acredita


Sabe aquela música de Chico que diz: "Hoje tenho apenas uma pedra no meu peito/ exijo respeito, não sou mais um sonhador/ Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor/ e dou risada de um grande amor..." e no final vem aquela voz grintando "Mentira!". Então... se encaixa direitinho no que ela tenta ser.



Pois é! Tenho minhas dúvidas quanto a frieza toda que ela transparece ter. Acredito que nada passa de uma grande máscara. No fundo ela acredita, tem esperança, sonha, alimenta as possibilidades. No íntimo ela gosta mesmo é das flores, dos amores, das promessas e das canções apaixonadas.
Ninguém vê, mas está ali, guardadinha. Ela mesma fecha os olhos para não perceber que é uma incorrigível sentimental, amante das histórias de romance, das estrelas e de poemas.
Ela fica tentando provar o contrário com sentimentos premeditados, racionalismo, exatidão de pensamentos, personalidade independente, opinião bem posta, mas no seu íntimo... ah, no seu íntimo ela pensa demasiadamente no amor!
Ela é assim! Pensa muito, expressa pouco! Acredita que se deixar transparecer será entendida como fraca, como melosa. Não sabe ela a grandeza que é deixar se levar pela vida e pelos aprendizados que ela oferece.
Ela sempre tem o menor em vista, que é pra se contentar com o que vier, com o que tiver em mãos. Se subir achará o céu mais azul porque o imaginou mais escuro. Mas no fundo ela espera que alguém lhe prove o contrário, que lhe mostre que vale à pena...
Mas não importa! Eu sei. Sim, eu sei... No absoluto silêncio do seu quarto ela espera ouvir palavras doces, abre os seus sonhos, assite-os com as cores mais vibrantes, alegres, saltitantes! E nessas horas ela se deleita com o que insiste em esconder, e assim vai seguindo com uma frieza falsa, numa coragem disfarçada!


Laís Toscano

domingo, 28 de junho de 2009

A postagem de hoje é "intimamente íntima"! Diferente dos outros posts, hoje vou dedicar a falar de mim (confesso que tenho grandes dificuldades quanto a isso).
Eis que encerro uma etapa da vida e de imediato inicio outra. Fecham-se os portões da universidade e abrem-se as portas do mundo profissional, e isso causa uma mistura de sensações. Medo, alegria, expectativa, ansiedade, planos, enfim, um vitamina de sentimentos!
Cinco anos se passaram! Foi tudo tão rápido, tantos aprendizados, tantas leis, jurisprudências, súmulas, doutrinas, posicionametos, discordâncias. Tantos ensimamentos acadêmicos, mas houveram, principalmente, ensinamentos para a vida.
O futuro me aguarda, o incerto me acompanha, mas a confiança está em mim! Estendo minhas mãos para o futuro e espero fazer nele o deseho mais colorido que puder.
Aqui deixo meu eterno e terno agradecimento aos que estiveram comigo durante essa trajetória.
Começo minha caminhada e levo vocês comigo!
Que venham os novos dias!
Laís Toscano

terça-feira, 2 de junho de 2009

Patrícia

Era de poucos gestos, poucas palavras, muitos olhares e observações. E gostava disso! Era egoísta demais pra se dividir com outras pessoas, e por isso era vista como petulante, outras vezes como tímida demais. Mas a verdade é que se sentia bem consigo mesma. Não ousava dividir seu mundo cheio de questionamentos, muito menos as respostas que ela mesma encontrava. Era seu mundo, apenas seu! Um mundo paralelo àquele visto e vivido com seu grupo do cotidiano. Podia dividir apenas esse mundo, mas o do seus sonhos, não. Isso não!
Tinha medo que na medida que fosse revelando suas características, seu mundo ficasse cheio, com muita gente transitando, falando demais, opinando demais, presente demais. Gostava mesmo era do silêncio. E era tão confiante, que acreditava que não precisava de mais ninguém para contribuir com suas idéias e ideais. Se isso acontecesse, perderia a grandeza, perderia o mistério, perderia a soberania de estar só e só tirar suas próprias conclusões. No fundo, Patrícia era mesmo muito petulante. Zombava do mundo como se ela estivesse num patamar acima de todos, e mais irritante ainda era saber que ela não exteriorizava isso. Não precisava. Não dividia nem mesmo sua ironia.
Era mesmo muito petulante. E pra ser sincera, Patrícia daria gargalhadas se soubesse que alguém estaria lhe chamando de petulante!