
Querido amigo Pedro,
Ultimamente ando lembrando muito de você, da nossa infância feliz, da nossa adolescência bem vivida e dos nossos sonhos compartilhados. Remexendo nas gavetas encontrei fotos em que estávamos juntos na época da faculdade. Depois que encontrei essas fotos decidi voltar àquele cafezinho em frequentávamos lá na Rua Venceslau Menezes, confesso que me emocionei bastante ao voltar lá e não ter sua companhia.
Faz tempo que você não me escreve e nem telefona, e isso me deixa bastante ansiosa, porque preciso saber de como vai sua vida, seus afazeres, seus planos.
Por aqui a vida está um tanto corrida, estou trabalhando na redação de um jornal importante do nosso Estado e isso acaba por me tomar muito tempo.
Tenho planos de dar andamento a outro livro de contos, acredito que até o final do ano consiga terminá-lo, quem sabe.
Mas não escrevo para falar de mim, e sim para saber de você. Como vão os estudos na França? Tem se adaptado bem ao clima, aos costumes? Como vai a adorável Juliana? Sinto saudades dela também. Diga-a que a espero na volta para comer aquele bolo de cenoura que só ela sabe fazer. Quero também ouvir sua enorme risada e suas experiências.
Quanto ao último poema que me enviou, achei belíssimo, encantador, como você sempre foi e escreveu. É de uma pureza surpreendente!
Estou planejando uma viagem para revê-lo. Gostaria de abraçá-los, você e Juliana, conhecer as belezas daí e até mesmo retomar aquele projeto de escrevermos um livro juntos. Que tal? Gostas da idéia?
Enfim, vou ficando por aqui porque já está na hora de voltar ao trabalho. Espero por notícias em breve.
Com amor,
Cléo.
P.S.: Junto das notícias, mande-me também fotografias de seus dias.
Laís Toscano