
Hoje encontrei esse poema de Cecília Meireles e me apaixonei por ele. Tão profundo e tão simples, tão óbvio e tão intenso, tão verdadeiro, tão tão...
Transcrevo-o aqui:
Versos
Permita que eu feche os meus olhos, pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora, e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça: que me conforme em ser sozinho.
Há uma doce luz no silêncio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.
Temos um medo:
Acabar.
Não vês que acabamos todo o dia.
Que morremos no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que nos renovamos todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que somos sempre outro.
Que somos sempre o mesmo.
Que morreremos por idades imensas.
Até não termos medo de morrer.
E então seremos eternos.
Transcrevo-o aqui:
Versos
Permita que eu feche os meus olhos, pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora, e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça: que me conforme em ser sozinho.
Há uma doce luz no silêncio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.
Temos um medo:
Acabar.
Não vês que acabamos todo o dia.
Que morremos no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que nos renovamos todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que somos sempre outro.
Que somos sempre o mesmo.
Que morreremos por idades imensas.
Até não termos medo de morrer.
E então seremos eternos.
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