
Ah! como era boa toda aquela sensação! Era a transição entre o verão e o inverno. Era a temperatura mais amena. Era a chegada lenta das chuvas. Mas o mais importante era o sentimento diante daquele espetáculo. Sentimentos não se explicam, claro! Mas era de um conforto tão grande que vivia a tentar descrever aquela sensação. Sentia-se mais calma, mais livre, parecia que o tempo tinha parado para que ela pudesse apreciar tudo com cautela, lentamente! O fim da tarde caía cheio de cores novas, com ventos sutis balançando seus cabelos longos e até a cor dos olhos ficara mais alegre, mais vívida.
Colocava um vestidinho branco que havia ganho de presente de aniversário e ía para a pracinha perto de casa. Levava algum livro que pudesse ser lido naquela tranquilidade, assistia a queda das folhas secas, com aqueles tons de amarelho e vermelho, acompanhava atentamente cada segundo, mas seu passatempo preferido mesmo era olhar as crianças correndo e se deliciando nos parques, desmanchando-se em gargalhadas, em risos sinceros e longos!
Depois voltava pra casa, (tudo era em câmera lenta) tomava um banho, conversava, gostava de falar de futuro, fazer planos, principalmente para os outonos que ainda viriam.
Tomava algum suco e refugiava-se em seu quarto, em meio a livros e sonhos. Deleitava-se e deitava-se. Ficava esparramada na cama, ouvia música, olhava fotos, escrevia, lia e quando a chuva caía ficava a admirar da janela as gotas correndo rua abaixo como se tivesse vendo o maior espetáculo divino.
E já sentia saudade do dia que ainda estava pra nascer! Ah, o outono. O outono!
Laís Toscano
Colocava um vestidinho branco que havia ganho de presente de aniversário e ía para a pracinha perto de casa. Levava algum livro que pudesse ser lido naquela tranquilidade, assistia a queda das folhas secas, com aqueles tons de amarelho e vermelho, acompanhava atentamente cada segundo, mas seu passatempo preferido mesmo era olhar as crianças correndo e se deliciando nos parques, desmanchando-se em gargalhadas, em risos sinceros e longos!
Depois voltava pra casa, (tudo era em câmera lenta) tomava um banho, conversava, gostava de falar de futuro, fazer planos, principalmente para os outonos que ainda viriam.
Tomava algum suco e refugiava-se em seu quarto, em meio a livros e sonhos. Deleitava-se e deitava-se. Ficava esparramada na cama, ouvia música, olhava fotos, escrevia, lia e quando a chuva caía ficava a admirar da janela as gotas correndo rua abaixo como se tivesse vendo o maior espetáculo divino.
E já sentia saudade do dia que ainda estava pra nascer! Ah, o outono. O outono!
Laís Toscano
Fico numa situação de extremo melindre, em me arvorar para tecer um comentário pelo que li.
ResponderExcluirNão quero fazer nenhuma análise de ordem linguistica, mas, do que me parece ser mais profundo e eloquente,que é o sentimento.
Sentimento este que fala da paz interior das pessoas,onde "O fim da tarde caía cheio de cores novas, com ventos sutis balançando seus cabelos longos e até a cor dos olhos ficara mais alegre, mais vívida." E do som da água e o exalar do perfume das flores, me promove uma lembrança dos meus lindos dias de criança.