
Despiu-se da capa que a protegia contra os sentimentos, correu para o quarto, sentou-se no chão junto à parede e então chorou. Era um choro guardado há dias, há meses. Tinha passado horas e horas de uma angústia que resistia para admití-la e só naquele dia, quando já não suportou, se entregou a vulnerabilidade das dores do amor. Questionava-se como teria chegado até alí. Era tão indiferente às coisas do coração e, até então, era intacta às armadilhas sentimentais. Não aceitava o sofrimento como se tivesse escolha, como se pudesse separar de si mesma, como se pudesse arrancar as decepções como se arranca uma roupa do corpo. Era imatura demais pra perceber que a vida traça seus próprios caminhos sem nenhuma consulta prévia. E naquele desespero da rejeição as lembranças a atormentavam. Quantas promessas! Quantas palavras gentis que se perderam em instantes .
Tentou se refazer, enxugou o rosto, levantou-se, respirou e percebeu que a dor ainda estava guardada. Seria uma batalha diária, ela e a dor, a insatisfação e a raiva que cultivava de si mesma por deixar se enganar de tal maneira.
Tantos planos, tantos sorrisos que ficaram somente na memória, tantos abraços que se perderam na ilusão de um amor inventado, fingido, que agora rasgava seu orgulho e sua alma. Estava exausta, não se reconhecia no espelho. Antes era tão descrente dessas dores e dos amores, mas agora era vítima da sua inocência.
E dentro da sua tristeza percebeu que havia aprendido algo, aprendeu que a saudade tem cor, era cinza. Assustadoramente cinza. Cinza como as lembranças que a marcariam por um longo período. Mas prometeu a si que jamais deixaria enganar-se outra vez, não acreditaria mais nas palavras sutis e amáveis. Duvidaria de todos os elogios, de todas as promessas de felicidade, de todas as juras de amor, e que dalí em diante seria mais forte. Pobre menina começara a enganar-se outra vez.
Laís Toscano
Tentou se refazer, enxugou o rosto, levantou-se, respirou e percebeu que a dor ainda estava guardada. Seria uma batalha diária, ela e a dor, a insatisfação e a raiva que cultivava de si mesma por deixar se enganar de tal maneira.
Tantos planos, tantos sorrisos que ficaram somente na memória, tantos abraços que se perderam na ilusão de um amor inventado, fingido, que agora rasgava seu orgulho e sua alma. Estava exausta, não se reconhecia no espelho. Antes era tão descrente dessas dores e dos amores, mas agora era vítima da sua inocência.
E dentro da sua tristeza percebeu que havia aprendido algo, aprendeu que a saudade tem cor, era cinza. Assustadoramente cinza. Cinza como as lembranças que a marcariam por um longo período. Mas prometeu a si que jamais deixaria enganar-se outra vez, não acreditaria mais nas palavras sutis e amáveis. Duvidaria de todos os elogios, de todas as promessas de felicidade, de todas as juras de amor, e que dalí em diante seria mais forte. Pobre menina começara a enganar-se outra vez.
Laís Toscano
Lindoooo o texto.. deixa o mundo cor de rosa sorrir pra vc, esqueça o cinza, o preto o branco, as cores neutras... e dê asas ao colorido, estampado, floral.. assim como o sorriso do teu rosto! amei a foto! ^^'
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