Meu pai é dotado de uma sensibilidade imensa. Uma vez ou outra ouço ele falar de sua infância, aventuras de quando jovem, de sua relação com seus pais, das travessuras com amigos e primos, e cofesso que tudo isso sempre me fascinou.
Certa vez vasculhando os documentos de seu computador encontrei um texto que falava de duas Severinas, de imediato não compreendi quem seriam as tais. Curiosa que sou, o questionei sobre tais mulheres, de imediato me respondeu com satisfação que suas avós possuiam o mesmo nome e em homenagem a elas teria escrito o referido texto.
Agora o publico aqui!
Severinas
Foram duas Severinas
Que marcaram minha vida,
foram berços criadores
de proteção e muitos amores.
Do riso fácil,
da mão severa,
do olhar profundo
e visão de mundo.
Foram duas Severinas,
uma velha outra sempre menina,
uma urbana outra rural,
mas nas duas Severinas
nenhuma me fez mal.
Uma comprava a outra vendia,
se outra chorava, uma sorria.
Uma pensava e a outra dizia.
Foram duas Severinas,
Severinas que se foram.
A saudade faz memória,
e deixaram na minha história
dois frutos Severinas.
(Percinaldo Toscano)
você chega lá, laís! O gene você já herdou, só falta o dom da poesia ;)
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