sábado, 8 de agosto de 2009

Mão estendida


Vem, amigo! Eu vou ouvir você falar tudo que deseja. Entra, senta, sinta-se a vontade, a casa é sempre sua. Sim, irei ouvir, apenas ouvir, e prometo não fazer críticas, você sabe que eu não sou boa em críticas.

Vem, me deixa pegar na tua mão, olhar você bem devagarinho, reconhecer teus olhos. Há tempos em que não nos encontramos e isso traz a sensação de que deixamos de viver muitos momentos.

Fique a vontade pra chorar, eu respeito as lágrimas, os sentimentos e as palavras. Aliás, eu sou apaixonada pelas palavras e você sabe bem disso.

Olha, fala o quanto sentir, chora até o corpo se esgotar, e quando o sono bater eu vou acariciar teus cabelos e velar teu sono.

Calma! Ainda guardo aquele ursinho que você adora, vou pegá-lo para você se sentir mais protegido.

Vem, amigo! Confia!



Laís Toscano

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